O Grande Salto Industrial

O desenvolvimento dos anos JK, o avanço industrial no setor autimotivo brasileiro, o crescimento econômico dos anos 1970 têm reflexo também na indústria do vidro.

Entre o início da década de 1950 e a metade da década de 1970, o cenário brasileiro mudou de alto a baixo. A indústria assumiu o primeiro lugar na corrida da economia nacional, depois de ultrapassar com folga a agricultura. A população quase dobrou de tamanho, de cinqüenta para mais de noventa milhões de habitantes. 

A imigração estrangeira perdeu fôlego e as migrações internas deslocaram milhões de pessoas do Norte e Nordeste para o centro-sul do país. As cidades ganharam a preferência dos brasileiros para viver, trabalhar e educar os filhos. As comunicações e as estradas encurtaram as distâncias e agilizaram a circulação de pessoas e mercadorias. 

Os jornais, o rádio e principalmente a televisão aceleraram a propagação de informações e de bens culturais.

Em duas décadas, ou pouco mais, o Brasil mudou de cara. Começando com a euforia nacionalista da era Vargas, passando pelo ímpeto desenvolvimentista dos anos JK e chegando à racionalidade tecnocrática dos governos militares, o país acelerou o processo de modernização. Com o PIB batendo recordes, o Cinema Novo ganhando prêmios internacionais e a Bossa Nova divulgando a música popular brasileira pelo mundo afora, o Brasil revelou força e talento. Sem falar no futebol – das quatro copas mundiais disputadas de 1958 na Suécia a 1970 no México, os brasileiros ganharam três. 

Foram muitas mudanças em tão pouco tempo, nem todas para melhor. Mas no balanço de lucros e perdas, o saldo foi positivo. Para ele contribuíram muitas pessoas e empresas, entre elas antigas e novas indústrias do vidro.

A Santa Lúcia e a Providro

Uma dessas novas indústrias foi a Santa Lúcia Cristais Ltda., fundada em São Paulo em 9 janeiro de 1951 pelo investidor francês Louis Dreyfus em associação com empresários e investidores paulistas. Dreyfus, um homem de negócios com atuação destacada no setor de alimentos e cereais na Europa, decidira estender ao Brasil a produção de vidros temperados que possuía na Argentina e Uruguai. À frente da empresa colocou outro francês, Jean Julien Garelly, ex-piloto das forças aliadas na II Guerra, que havia implantado e dirigido o empreendimento naqueles dois países.

Instalada em um galpão de 1 200 metros quadrados na rua Barra do Tibagi, no bairro do Bom Retiro, a empresa começou a funcionar em meados daquele ano. Um pequeno forno plano – bem escondido nos fundos do galpão e onde só umas algumas pessoas podiam entrar, como ainda lembram os mais velhos –, duas ou três máquinas de lapidação e alguns cavaletes e tablados usados como mesas de corte eram todo o equipamento disponível. Na fábrica, os quase setenta operários conseguiam produzir por mês 1 300 metros quadrados em média de vidro temperado a partir de chapas importadas de seis e sete milímetros de espessura. A produção destinava-se quase toda às montadoras de veículos Ford e General Motors.

As perspectivas da pequena indústria eram boas, mas a realidade nem tanto. As instalações e o espaço acanhados obrigaram a uma precoce revisão dos planos. Já em 1953, a Santa Lúcia mudava de endereço, para a rua Tocantins 114, também no Bom Retiro. Foi alugado um prédio novo de 4 000 metros quadrados de área, boa parte dela reservada para três ou quatro fornos de têmpera, cuidadosamente protegidos de olhares indiscretos pelas paredes de quatro metros de altura. O lugar e as acomodações eram realmente melhores mas, como logo se descobriu, também eram perigosamente sujeitos a alagamentos e inundações. Nada, porém, que alguns sacos de areia colocados na frente do prédio e calços debaixo dos motores elétricos não resolvessem.

De olho nas chuvas de verão e nas exigências do mercado, a indústria conseguiu acertar-se. Superou as dificuldades físicas e técnicas, aumentou a produção e começou a diversificar os produtos. Apesar de certos processos serem ainda bastante artesanais – como a lapidação e a furação dos vidros por exemplo, feitas manualmente e muito demoradas –, em três anos a Santa Lúcia triplicou sua produção e antes do final da década de 1950 já estava produzindo vidros temperados em diferentes tamanhos e espessuras para arquitetura, para fachadas de lojas, por exemplo, e temperados curvos para o setor automotivo, pára-brisas de automóveis, os primeiros fabricados no Brasil.

Com a demanda crescendo, mesmo com altos e baixos, a empresa esgotou a capacidade do prédio do Bom Retiro e teve de procurar outro lugar. Dessa vez, a opção foi por uma planta própria, a ser construída em um local de baixa concentração urbana, boa rede elétrica, clima arejado e seco. Em 1961, ao completar dez anos de atividade, a Santa Lúcia inaugurava a sua nova fábrica no Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, próximo à divisa com o município de Guarulhos.


Santa Lúcia Cristais no Parque Novo Mundo, São Paulo, 1962.
Instalada junto à Rodovia Presidente Dutra, 
ocupou posição estratégica para atender o mercado. 

A escolha daquele descampado remoto – remoto na época, é claro – não chegou a ser uma surpresa. É verdade que naquele quase deserto só havia mais uma indústria, a Duchen, bela e moderna fábrica de biscoitos desenhada por Oscar Niemeyer, e que os empregados tinham que amassar barro por quase meio quilômetro desde o ponto de ônibus na via Dutra até o portão da empresa. Alguns, inclusive, ficaram morando com suas famílias dentro da indústria por certo tempo, para dar um reforço na vigilância. Mas também é verdade que se tratava de uma posição estratégica, junto à Presidente Dutra, principal rodovia brasileira e recém-concluída, ligando São Paulo e Rio de Janeiro através do Vale do Paraíba, uma das mais prósperas regiões do interior paulista.

A única surpresa poderia estar nas três palavras gravadas na fachada do prédio de 11 mil metros quadrados projetado por Jacques Pilon – “Vidros Blindex Segurança”. Elas identificavam a fábrica e exibiam a nova razão social adotada pela empresa, Santa Lúcia Cristais Blindex Ltda. A marca pioneira de vidros temperados lançada no Brasil pela Santa Lúcia estava se tornando tão forte que já se confundia com a própria companhia.

A instalação da, agora, Santa Lúcia Blindex no Parque Novo Mundo foi uma aposta vencedora. A produção pôde crescer e as linhas de produtos puderam ampliar-se, acompanhando a expansão dos mercados automotivo e de construção. Com melhor estrutura técnica e comercial, a empresa ganhou em eficiência e consolidou sua posição de liderança nacional em vidros de segurança.

Mas para que tudo desse certo, essa decisão estratégica havia sido tomada com outra medida de igual importância: a de construir uma fábrica de vidro plano de boa capacidade e dotada do processo Libbey-Owens, o mais novo e aperfeiçoado na produção do vidro estirado. Em associação com o grupo europeu BSN, liderado pela belga Boussois, e com o grupo brasileiro Ipiranga, a Santa Lúcia começara a implantar, dois anos antes, em Caçapava no Vale do Paraíba paulista, à beira da via Dutra, a mais moderna indústria de vidro do país na época, a Providro – Companhia Produtora de Vidro.

A Providro entrou em operação em 1962 e esse foi outro marco histórico na trajetória do vidro plano no Brasil. Com o processo Libbey-Owens, pioneiro no país, a fábrica de Caçapava pôde oferecer à Santa Lúcia matéria-prima de melhor qualidade para a produção dos temperados Blindex. E se a melhora da qualidade das chapas foi um ganho enorme, outro ganho não menos importante foi a maior independência alcançada frente à Vidrobrás, até então o único fornecedor nacional de chapas de vidro.

A indústria nacional de vidro plano passou a contar daí por diante com dois fabricantes. O efeito imediato foi o aumento da produção de matéria-prima, com maior concorrência e mais qualidade. Bom para os processadores, para os consumidores, para todo o mercado.

A Santa Marina e a UBV

A questão da melhora da qualidade do vidro plano no Brasil era antiga e crucial. Boa parte das chapas fornecidas para os primeiros edifícios de Brasília, por exemplo, tinha sido importada, sobretudo os vidros especiais, como os ray ban. A entrada em cena da Providro, apoiada tecnologicamente na Boussois, era uma resposta a essa questão. 

A Vidraria Santa Marina, por sua vez, buscou preservar sua posição. Associando-se ao grupo francês Saint-Gobain, assume o controle da Vidrobrás, até aí ainda exercido por Lúcio Tomé Feiteira e Sebastião Pais de Almeida. Além de melhorar toda a operação industrial, concentra-a em São Paulo. Por fim substitui a própria razão social da empresa, dando seu nome à organização em 1971. A Santa Marina, reforçada pela Saint-Gobain, mantém-se como o maior fabricante nacional de vidro plano e também como um dos grandes processadores. 

De novo, vantagens e benefícios para todos. Maior oferta de vidro, com superior qualidade e melhores condições para distribuidores, processadores e clientes. 

Mas nesse período de acomodação do mercado houve ainda outro fato relevante. Um grupo de distribuidores paulistas, respeitados no setor vidreiro, como Fausto Simões e José Mansur, decidiu criar em 1957 a União Brasileira de Vidros, UBV, para produzir vidro impresso, o popular “vidro fantasia”. Com um forno e algumas máquinas importadas, implantam a UBV em Parelheiros, nos confins da zona sul da capital paulista. Apesar de estar a 30 quilômetros do centro da cidade, a localização facilitava à fábrica receber areia de Peruíbe e Itanhaem pelo ramal ferroviário ali existente.

Para os acionistas da UBV, o objetivo era um só: garantir a produção e o fornecimento de vidro impresso em condições de maior liberdade e concorrência no mercado dominado pela Vidrobrás, que também controlava a Vicry, o antigo fabricante de São Vicente. Um lance de ousadia que deu certo: a UBV atravessou quatro décadas operando com total autonomia. Recentemente, seu controle acionário foi assumido por um banco de investimentos brasileiro.

Fabricantes, distribuidores, processadores

Ao mesmo tempo em que firmava sua estrutura industrial, o mercado de vidro plano ia assumindo contornos definidos. Não sem alguns embates, naturalmente, entre os vários segmentos e seus respectivos interesses. Mas desde o início dos anos 1960 as posições foram ficando mais claras, com o mercado constituindo-se de três fabricantes principais, um bom número de distribuidores, grandes e pequenos e espalhados pelas regiões de maior consumo, e os processadores, ainda poucos. 

Esse desenho manteve-se com pequenas alterações até pelo menos a década de 1980. Caracterizava-se, como se vê, pela grande quantidade de distribuidores e pela relativa escassez de processadores. O que pode ser explicado pelas próprias condições gerais do setor vidreiro nesta etapa inicial do seu desenvolvimento. Por um lado, o crescimento acelerado da produção da matéria-prima exigia uma estrutura de distribuição dimensionada para colocá-la rapidamente no mercado, da ponta do atacado à ponta do varejo, dos grandes revendedores de chapas às pequenas vidraçarias. Por outro, o mercado só agora começava a especializar-se, com o processamento do vidro para aplicações direcionadas na construção civil, na indústria automotiva e no setor moveleiro.

A esse quadro deve-se acrescentar outro componente importante. Enquanto o mercado vidreiro buscava consolidar-se e desenvolver-se, as lideranças não perdiam de vista que o processo de desenvolvimento passava também pela organização geral do setor, das entidades de classe, dos programas de formação de mão-de-obra, dos programas de divulgação e marketing, entre outros.

Ainda no decorrer da década de 1950 formaram-se os Sindicatos do Comércio Atacadista de Vidros Planos, Cristais e Espelhos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Foram os primeiros do país, com atuação destacada na defesa dos interesses do setor de distribuição e que levou, em 1957, à criação da Associação Nacional dos Distribuidores e Processadores de Vidros Planos, Andiv. Pouco depois, em 1962, era criada a entidade representativa dos fabricantes, não só de vidro plano mas de vidro em geral, a Associação Brasileira da Indústria do Vidro, Abividro.

Quanto à questão da formação de mão-de-obra, ela era ainda um entrave ao crescimento do setor. Mas não faltavam esforços para elevar o nível de qualidade do trabalho. Esforços feitos inicialmente pelas próprias indústrias, verdadeiras “escolas” onde se formaram os primeiros quadros técnicos. Depois, programas desenvolvidos com o Senai em cursos rápidos dentro das fábricas para formação e aperfeiçoamento de pessoal especializado para trabalhar no corte das chapas, nos fornos de têmpera, na lapidação, na laminação, além de treinamento de montadores, instaladores e outros.

Produtos e mercados

Vendo em retrospectiva, quase se poderia dizer que tudo o se que faz hoje com o vidro plano já se fazia nas décadas de 1960 e 1970. Afinal, placas de vidro apareciam com evidência em fachadas de prédios, o vidro de segurança estava nos boxes, portas, pára-brisas e o vidro impresso fechava muitas janelas de cozinhas e banheiros. 


Chapas de vidro colocadas na fachada do MASP. Foram produzidas
especialmente pela Providro em Caçapava.

Na verdade, é quase isso mesmo. Com uma diferença, e grande. Hoje se produz uma variedade maior de tipos de vidro, com uma enorme diversidade de especificações técnicas para as mais diversas necessidades.

De todo modo, o desenvolvimento da indústria de vidro plano nesse período pode ser considerado expressivo. Primeiramente, quanto aos volumes produzidos: entre 1960 a 1975 a produção nacional bruta de vidro plano subiu de 40 para 140 mil toneladas/ano. Depois, quanto a diversidade dos produtos: vidros lisos, temperados, aramados, espelhados, esmaltados, coloridos, opacos, transparentes, translúcidos.

O avanço na diversificação dos produtos só não foi maior porque a matéria-prima tinha suas próprias limitações. O vidro estirado, mesmo submetido à complexa e custosa operação de polimento para melhorar sua transparência e qualidade ótica, não podia ser laminado. Ele permitia muitas aplicações no mercado de construção, mas impedia outras no mercado automotivo. Impedia, por exemplo, que a Blindex, a Santa Marina e outros processadores, como a Fanavid, produzissem pára-brisas mais modernos, com vidros laminados. Esses produtos só podiam ser feitos com a importação do cristal, do vidro float recentemente desenvolvido na Europa.

Entre as dez mais

Na década de 1970 a economia cresceu de maneira exponencial, como se sabe, e a indústria cresceu ainda mais espetacularmente. Enquanto o PIB geral alcançava médias anuais de 11 e 12%, o PIB industrial chegou a bater nos 18% em alguns anos. Com essa performance, a economia brasileira passou a figurar na lista das dez maiores e mais industrializadas do mundo capitalista.

A euforia que chegou a envolver o ambiente econômico durou pouco, até que o país teve que enfrentar a elevação dos juros dos financiamentos externos e dos preços do petróleo a partir de 1974. Ainda assim a economia manteve um desempenho satisfatório. Perdeu ritmo, mas não perdeu sustentação. O programa de substituição de importações podia não estar completo, mas estava consolidado.

Além de razoável auto-suficiência na produção de insumos e equipamentos, o Brasil produzia – e até exportava – grande variedade de bens duráveis e não duráveis. A lista ia de alumínio, vidro e fertilizantes a máquinas, ferramentas, carros e eletrodomésticos.

A produção de vidro plano, mesmo sem a aceleração verificada em outros setores, também continuou a crescer, puxada pela expansão da indústria automotiva e, principalmente, da construção civil. Cruzou a marca das 200 000 toneladas anuais na entrada da década de 1980.

Mais significativo, porém, do que esse crescimento da produção física, era a apreciável melhora técnica e qualitativa do produto. 

Melhora demonstrada, por exemplo, no envidraçamento da torre do Hotel Nacional no Rio de Janeiro em 1964 e da delicada estrutura do Teatro Nacional de Brasília em 1967, e especialmente na montagem da fachada de vidro do novo prédio do Museu de Arte de São Paulo, inaugurado em 1968, com a presença da rainha da Inglaterra Elizabeth II. Para esta complexa operação, as placas de 6 metros de altura por 1,20 metros de largura e 180 kg de peso, as maiores já feitas no país, foram produzidas em Caçapava pela Providro e instaladas na avenida Paulista, em São Paulo, pela M. Simões com caixilhos e apoios especiais para suportar uma oscilação de até 20 centímetros. O museu foi inaugurado com pompa e circunstância e nenhum vidro quebrado.


Museu de Arte de São Paulo

Encontram-se na arquitetura do Masp, do final dos anos 1960, como na arquitetura da sede dos Correios ou do Ministério das Relações Exteriores de Brasília, dos anos 1970, as provas da maturidade da indústria de vidro plano no Brasil. Ela estava pronta para uma nova etapa de modernização e crescimento, que viria a ocorrer alguns anos mais tarde com a entrada em cena do vidro float.

Blindex, marca e símbolo de vidro de segurança

A Blindex é, sem dúvida, um caso singular na história das marcas industriais brasileiras. 

Em tempo relativamente curto, ganhou tal expressão que se tornou mais conhecida que a própria fábrica.

A que se deve isso? A vários fatores e a mais de uma circunstância, com certeza. 

Primeiramente, às ilações que o nome inteligentemente provoca em torno da idéia de blindagem, resistência, proteção – todas convergindo para a idéia de segurança, sugerindo uma solução eficiente para uma questão grave, apresentando uma resposta direta a uma ansiedade das pessoas e da sociedade. Depois, ao fato de ser marca anteriormente lançada por Garelly na Argentina e introduzida por ele no Brasil, com o charme de marca vinda do exterior e muito bem-sucedida no mercado de origem. Por fim, ao famoso selo vermelho, que, além de reforçar a idéia de proteção e segurança, era de boa comunicação visual. 

Colado nos pára-brisas dos carros novos, revelava imediatamente o status do seu proprietário. Não é por acaso que o tradicional selinho vermelho se mantém até hoje.

Houve outro fator determinante – aquele indispensável para qualquer sucesso –, o trabalho promocional junto ao mercado, paciente e insistente. Para ampliar as vendas no setor de arquitetura, a Blindex criou uma empresa em meados dos anos 1960, a Sesosbra, com a finalidade de promover os vidros de segurança para boxes de banheiros, portas de lojas e bancos e para a decoração de entradas de cinemas e galerias, uma coqueluche na época. 

Com equipes motorizadas e treinadas para vender e colocar os vidros, a empresa teve um êxito enorme em São Paulo e, principalmente, no Rio de Janeiro. Associados à segurança, vendiam-se estética e conforto num só produto.

Assim, oferecendo proteção e conferindo prestígio, a marca Blindex ganhou os corações e as mentes da classe média brasileira. Mais do que marca, a Blindex virou sinônimo e símbolo de vidro de segurança – com qualidade e beleza.


Evolução dos logotipos da Blindex