Pilkington Brasil recebe o Prêmio de Mérito Ambiental FIESP 2007
14 June 2007Com o projeto de reaproveitamento da água no processo industrial, a Pilkington Brasil foi a grande vencedora de 2007.

A Pilkington Brasil Ltda., líder na fabricação de vidros de segurança, recebeu neste 11 de junho o Prêmio de Mérito Ambiental da FIESP, que é concedido anualmente, a melhor iniciativa inscrita no concurso aberto a todas as indústrias do estado de São Paulo. Os diversos projetos são avaliados por comissão julgadora independente, integrada pela CETESB, IBAMA, SOS Mata Atlântica e o resultado é conhecido somente no dia da solenidade de entrega. Este prêmio é considerado um dos mais importantes do país na área ambiental.
O belo troféu em bronze e cristal, confeccionado pelo SENAI, foi entregue pelo Presidente da CETESB, Dr. Fernando Rei ao Gerente de Meio Ambiente da empresa, Marcelo Morgado, que representou a empresa na cerimônia.
A FIESP assim homenageou nesta 13ª edição do prêmio o estudo-de-caso apresentado sobre o reuso de água na Unidade São Paulo da Pilkington no Parque Novo Mundo. Hoje a operação da ERA – Estação de Reuso de Água trata efluentes industriais retornando ao processo fabril cerca de 70 % do consumo total. A água de reuso excedente também é utilizada em algumas aplicações domésticas como descarga de bacias sanitárias e mictórios e água de limpeza de piso de banheiros. A economia total é da ordem de R$ 100.000,00 para um investimento realizado de aproximadamente R$ 200.000,00 a partir de 1998. Posteriormente, em 2005, realizou-se ampliação da capacidade instalada para se alcançar os atuais 540 m²/dia de água de reuso.
Abaixo apresentamos um resumo com mais detalhes do empreendimento:
Histórico e motivações:
O processo de beneficiamento de vidro plano exige água nas etapas de lapidação de bordas, furação e lavagem e a qualidade é particularmente crítica, pois a dureza elevada e sólidos dissolvidos em excesso podem resultar em manchas indeléveis após a têmpera, com conseqüente perda das peças.
A Unidade São Paulo historicamente se defrontou com carência no abastecimento de água de fonte pública (SABESP), exigindo a aquisição via caminhões-pipa com os riscos e problemas administrativos associados.
Em 1998, considerando a perspectiva de cobrança de água e os ditames das políticas de meio ambiente do grupo e da companhia, concebeu-se a idéia de tratamento do efluente industrial visando o reúso no processo. Diferentemente de outros projetos de reúso, voltados para destinações mais triviais e menos nobres em termos de qualidade, como irrigação de jardins e descarga de privadas, o reúso posto em operação está voltado basicamente para o processo industrial.
A iniciativa foi também divulgada em vários seminários e conferências técnicas, sendo também objeto de pesquisa por algumas instituições (dissertações de mestrado e projetos de pós-graduação), no intuito de contribuir para a adoção do reúso por mais empresas.
Entendemos que o maior mérito do projeto está em pioneiramente realizar o reúso de água na indústria de beneficiamento de vidro.